Luta pela Liberdade e Frustações
Fevereiro 17h42min 2006
O 7 de fevereiro tem significado para o povo haitiano. Nesse dia, em 1986, o ex-ditador Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, fugiu do país, depois de 29 anos de uma ditadura instalada por seu pai, François Duvalier.
O país tem uma bela história. Cristóvão Colombo, genovês a serviço da Espanha, desembarcou na ilha que batizou de Hispaniola em 1492. Em 1697, a parte ocidental, onde hoje é o Haiti, foi cedida à França.
A Revolução Francesa influenciou a revolta dos escravos em 1791, liderada por Toussaint L'Ouverture, um ex-escravo. A escravidão foi abolida em 1794, 95 anos antes do Brasil.
Mas a França Republicana, do lema "liberdade, igualdade e fraternidade'', armou uma expedição e prendeu Toussaint.
Jean-Jacques Dessalines deu prosseguimento à luta. O país conquistou a independência em 1804, passando a chamar-se Haiti, a primeira república negra das Américas. Outra desilusão: Dessalines se proclama imperador. Foi assassinado em 1806.
Os EUA ocuparam o Haiti entre 1915 e 1934. O médico François Duvalier, o Papa Doc, foi eleito presidente do Haiti em 1957, mas implantou uma ditadura.
A eleição do padre Jean-Bertrand Aristide em 1990 trouxe esperanças. Nova frustração. Aristide foi deposto em 1991 pelo general Raoul Cedras. A ONU impôs sanções para forçar a volta do presidente. Os militares cederam e uma força multinacional ocupou o país. Aristide retornou ao poder, mas renunciou em 2004 sob uma onda de protestos populares e uma guerra civil. Tropas da ONU substituíram a força multinacional. (PV)
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