1º) Em agosto/setembro de 2004, o Comitê de Apoio às Luta da América Latina resolveu, logo após o referendo da Venezuela, encapar a luta do Haiti contra a pobreza e contra a ocupação. Quando a situação do país de agravou com a passagem dos dois furacões que destruíram tudo na região de Gonaives , o comitê decidiu lançar uma campanha com o nome "Dê uma Chance ao Haiti".
2º) "Dê uma Chance ao Haiti" ainda existe. Trata-se de uma campanha humanitária: arrecadação de roupas, calçados, remédios. Será incorporado à campanha a arrecadação de material escolar.
3º) Nasce o comitê Pró–Haiti em 25 de fevereiro de 2005. A iniciativa foi bem-recebida por várias organização . Dentre elas, o Sintusp _ Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo, o Comitê de Solidariedade dos Povos em Luta, o Jornal Estação Hip - Hop , Círculo Bolivariano , Umas & Outras, Movimento Negro Unificado Cave – Coletivo Alternativa Verde , Movimento Antimanicomial , Coletivo Guevara Home etc. O comitê já saiu das fronteiras de São Paulo, atingiu alguns estados como Pernambuco, Bahia, RS e Rio de Janeiro. E cada dia tem recebido adesões.
4º) No exterior, o comitê recebeu adesões de várias entidades, que se estão formando também seus comitês em correspondência com o brasileiro. Dentre as organizações, temos Casa de Amistad Perú-Cuba ( Peru), Acción Estudantil (Peru), Confederación Campesina de Perú (Peru),Casa de Amizade Dinamarca-Cuba (Dinamarca), Grupo de Imigrantes Venezuelanos na Austrália (Austrália), CGT – Confederación General del Trabajo (Espanha), Grupo de Trabalho Indígena ( Colombia ), Grupos Libertários Anarquistas (EUA e Canadá), Movimento Piqueteros (Argentina), Grupos Libertários de Chile (Chile), Grupo 23 de Enero (Venezuela), entre outros.
5º) O comitê está se alastrando pelo Brasil e sua causa goza de simpatia. Posiciona-se contra as tropas dos 20 países (encabeçadas pelo Brasil) em território haitiano. São 3 as suas bandeiras:
- Criar uma comissão civil de observadores para obter informações in loco sobre a atuação das tropas e situação por que passa o país;
- Pressionar a Onu a liberar os US$ 1bilhão e 300 milhões que foram arrecadados da comunidade internacional para a a reconstrução do país e
- Pressionar a França a devolver o dinheiro que o Haiti pagou, em 1825, por sua independência. Foram 90 milhões de franco-ouro, que, hoje, corrigidos, significam US$ 22 bilhões – quantia que pode e deve ser usada para a reconstrução do país e devolver a dignidade ao povo haitiano.
Atualmente o comitê se encontra em fase de consolidação, fazendo palestras sobre o Haiti e abrindo já a coleta de assinaturas em todos os lugares onde se apresenta e em lugares públicos.
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