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Edição de 28 de dezembro de 2007.. |
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MANIFESTO DO COMITÊ PRÓ HAITIO que é o Haiti? Uma pequena nação numa ilha do Caribe que, em 1804, ousou abolir a escravatura e conquistar a independência, revelando para a América e para o mundo o caminho possível da liberdade e da igualdade. Cercada pelo exército francês e de outros países e sem poder resistir, teve que pagar à França uma “compensação” em milhões de francos-ouro pela perda da propriedade (terras e escravos). Pagou pela sua independência e paga uma dívida externa de um empréstimo que não foi aplicado em prol da população. E paga até hoje o preço da sua rebelião: sofre ameaças constante à sua soberania, foi e está sendo mutilado e perseguido, além de transformado em um país cada vez mais economicamente dependente. A maioria da população vive abaixo da linha da pobreza, com um índice altíssimo de analfabetismo e sem recursos de saúde. Após a passagem de dois furacões no segundo semestre de 2004, a constante situação de precariedade deu lugar à calamidade pública; os haitianos estão vivendo em estado sub-humano, sob a sujeira e a lama, bebendo água de esgoto, passando fome intensa e padecendo de doença como tifo, cólera, leptospirose e outras, para não falar do alto índice de aidéticos do país. Contudo, a resistência deste povo continua em alta; faz tremer os países ricos que, ainda agora, sentem-se ameaçados por este país negro que se recusa a obedecer às suas ordens e acatar a sua tutela e continua se rebelando contra a presença de tropas de 20 países em seu território em nome de uma segurança e uma paz que não existem. Quem somos e para quê viemos O Comitê Pró Haiti foi fundado para apoiar a luta que o povo haitiano trava para recuperar a sua dignidade, para fazer respeitar a sua soberania, para escapar da miséria e do analfabetismo e de toda a sorte de mazelas que vem sofrendo por conta de freqüente intervencionismo e da inação da comunidade internacional. Some-se a nós, para que a soberania do Haiti não fique só na utopia. Diga NÃO ao papel da ONU que envia tropas de “paz” e não libera os US$ 1 bilhão e 300 milhões que foram arrecadados para a reconstrução do país. Diga SIM à pressão para que a França devolva o dinheiro que o Haiti pagou pela independência. Informações sobre o comitê 1º - Em agosto/setembro de 2004, o Comitê de Apoio às Luta da América Latina resolveu, logo após o referendo da Venezuela, encapar a luta do Haiti contra a pobreza e contra a ocupação. Quando a situação do país de agravou com a passagem dos dois furacões que destruíram tudo na região de Gonaives, o comitê decidiu lançar uma campanha com o nome "Dê uma Chance ao Haiti". 2º - " Dê uma Chance ao Haiti " ainda existe. Trata-se de uma campanha humanitária: arrecadação de roupas, calçados, remédios. Será incorporado à campanha a arrecadação de material escolar. 3º Nasce o comitê Pró–Haiti em 25 de fevereiro de 2005. A iniciativa foi bem-recebida por várias organização. Dentre elas, o Sintusp _ Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo, o Comitê de Solidariedade dos Povos em Luta, o Jornal Estação Hip-Hop, Círculo Bolivariano, Umas & Outras, Movimento Negro Unificado Cave – Coletivo Alternativa Verde, Movimento Antimanicomial, Coletivo Guevara Home etc. O comitê já saiu das fronteiras de São Paulo, atingiu alguns estados como Pernambuco, Bahia, RS e Rio de Janeiro. E cada dia tem recebido adesões. 4º No exterior, o comitê recebeu adesões de várias entidades, que se estão formando também seus comitês em correspondência com o brasileiro. Dentre as organizações, temos Casa de Amistad Perú-Cuba (Peru), Acción Estudantil (Peru), Confederación Campesina de Perú (Peru),Casa de Amizade Dinamarca-Cuba (Dinamarca), Grupo de Imigrantes Venezuelanos na Austrália (Austrália), CGT – Confederación General del Trabajo (Espanha), Grupo de Trabalho Indígena (Colombia), Grupos Libertários Anarquistas (EUA e Canadá), Movimento Piqueteros (Argentina), Grupos Libertários de Chile (Chile), Grupo 23 de Enero (Venezuela), entre outros. 4º O comitê está se alastrando pelo Brasil e sua causa goza de simpatia. Posiciona-se contra as tropas dos 20 países (encabeçadas pelo Brasil) em território haitiano. São 3 as suas bandeiras: - Criar uma comissão civil de observadores para obter informações in loco sobre a atuação das tropas e situação por que passa o país; - Pressionar a Onu a liberar os US$ 1bilhão e 300 milhões que foram arrecadados da comunidade internacional para a a reconstrução do país e - Pressionar a França a devolver o dinheiro que o Haiti pagou, em 1825, por sua independência. Foram 90 milhões de franco-ouro, que, hoje, corrigidos, significam US$ 22 bilhões – quantia que pode e deve ser usada para a reconstrução do país e devolver a dignidade ao povo haitiano. Atualmente o comitê se encontra em fase de consolidação, fazendo palestras sobre o Haiti e abrindo já a coleta de assinaturas em todos os lugares onde se apresenta e em lugares públicos. |
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