Uma pequena nação numa ilha do Caribe que, em 1804, ousou abolir a escravatura e conquistar a independência, revelando para a América e para o mundo o caminho possível da liberdade e da igualdade. Cercada pelo exército francês e de outros países e sem poder resistir, teve que pagar à França uma “compensação” em milhões de francos-ouro pela perda da propriedade (terras e escravos).
Pagou pela sua independência e paga uma dívida externa de um empréstimo que não foi aplicado em prol da população. E paga até hoje o preço da sua rebelião: sofre ameaças constante à sua soberania, foi e está sendo mutilado e perseguido, além de transformado em um país cada vez mais economicamente dependente.
A maioria da população vive abaixo da linha da pobreza, com um índice altíssimo de analfabetismo e sem recursos de saúde. Após a passagem de dois furacões no segundo semestre de 2004, a constante situação de precariedade deu lugar à calamidade pública; os haitianos estão vivendo em estado sub-humano, sob a sujeira e a lama, bebendo água de esgoto, passando fome intensa e padecendo de doença como tifo, cólera, leptospirose e outras, para não falar do alto índice de aidéticos do país.
Contudo, a resistência deste povo continua em alta; faz tremer os países ricos que, ainda agora, sentem-se ameaçados por este país negro que se recusa a obedecer às suas ordens e acatar a sua tutela e continua se rebelando contra a presença de tropas de 20 países em seu território em nome de uma segurança e uma paz que não existem.
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